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January 02 Mas então, por que eu finjo que acredito no que invento?É saudade, então E mais uma vez De você fiz o desenho mais perfeito que se fez Os traços copiei do que não aconteceu As cores que escolhi entre as tintas que inventei Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos De um dia sermos três Trabalhei você em luz e sombra E era sempre: "Não foi por mal" Eu juro que nunca quis deixar você tão triste Sempre as mesmas desculpas E desculpas nem sempre são sinceras Quase nunca são Preparei a minha tela Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar A armação fiz com madeira Da janela do teu quarto Do portão da sua casa Fiz paleta e cavalete E com as lágrimas que não brincaram com você Destilei óleo de linhaça E da sua cama arranquei pedaços Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes E fiz, então, pincéis com seus cabelos Fiz carvão do baton que roubei de você E com ele marquei dois pontos de fuga E rabisquei meu horizonte E era sempre: "Não foi por mal" Eu juro que não foi por mal Eu não queria machucar você Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez E era sempre, sempre o mesmo novamente A mesma traição Às vezes é difícil esquecer: "Sinto muito, ela não mora mais aqui" Mas então, por que eu finjo Que acredito no que invento? Nada disso aconteceu assim Não foi desse jeito Ninguém sofreu E é só você que me provoca essa saudade vazia Tentando pintar essas flores com o nome De "amor-perfeito" E "não-te-esqueças-de-mim" { Acrilic on Canvas - Legião Urbana}TrackbacksThe trackback URL for this entry is: http://ale-h.spaces.live.com/blog/cns!CB7D8F8C0D56BAD4!135.trak Weblogs that reference this entry
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